domingo, 20 de janeiro de 2013

Thomas Barbèy

Um olhar desatento e você pode pensar que as imagens produzidas pelo artista Thomas Barbèy não passam de montagens digitais. Todas as fotos, porém, são resultado de manipulações artesanais feitas por ele em sua câmara escura para revelações, sem uso doPhotoshop.
Zebras e teclas de um piano se confundem na montagem de Thomas Barbey (Foto: Thomas Barbèy)

As imagens são capturadas com os modelos analógicos Mamiya RB 67 e Canon AE-1s 35 mm film SLR. Thomas, natural do Havaí, Estados Unidos, explica em seu site que o design de cada foto é fruto de uma seleção cuidadosa de procedimentos na hora da revelação.

“Os negativos são combinados e a ampliação é feita simultaneamente, ou planejo a dupla exposição na própria câmera, ou uma combinação de tudo isso”, explica o artista, lembrando que cada negativo montado é único e suporta um número limitado de cópias.
Rua movimentada "passa" pela base de uma árvore (Foto: Thomas Barbèy)

Inspirado pelos grandes artistas René Magritte, Escher e Dean Roger, Thomas conta que suas criações passam pelo teste de “Mas e aí?”. “Se uma combinação de dois ou mais negativos não me tocar ou nao tiver algo de peculiar, jogo fora. Às vezes o resultado pode ser frustrante”.
Cavalos se confundem com a neve das montanhas em montagem (Foto: Thomas Barbèy)

Mas a julgar pelos efeitos surrealistas causados por suas obras, a inspiração do havaiano vai bem. “Algumas vezes já venho com uma ideia pré-concebida e tanto materializá-la de forma que funcione. Em outras tudo é meio por acaso, e quando a imagem surge o conceito ainda precisa ser definido.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário