segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Exploração do patauá é importante


Na Ilha do Marajó, a caminho de Anajás, no município do Arquipélago Paraense, Maria Idelita mora em uma comunidade onde é agente comunitária de saúde e produtora de patauá, uma palmeira típica da Amazônia.

Com uma corda, os catadores sobem nos pés para apanhar os frutos. Depois da colheita, o próximo passo é amolecer o fruto em água fervente, amassar e peneirar para fazer o suco.

O patauá pode chegar a 25 metros de altura. Uma palmeira geralmente produz de três a quatro cachos e cada um pode dar até mil coquinhos.

O vinho do patauá entra no cardápio diário da família quando o açaí está na entressafra, mas apenas uma parte dele fica para consumo próprio, hábito entre os moradores. O maior volume de vinho serve de fonte de renda como a produção do óleo de patauá, vendido como tempero.

A história revela que esse líquido já foi precioso. Os colonizadores portugueses usavam o óleo de patauá para substituir o azeite de oliva quando faltava. Na Segunda Guerra Mundial, o óleo chegou a ser exportado para a Espanha, que sofria com o racionamento.

Hoje, o óleo de patauá tem pouco mercado, atende apenas o comércio local.

Atualmente estamos na entressafra do patauá, época onde a colheita é reduzida. A partir de janeiro, o volume de cachos nas palmeiras deve aumentar.

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