terça-feira, 30 de agosto de 2011

Preços de alimentos no varejo devem voltar a subir


Ernesto de Souza

aumento do preço de produtos agropecuários ealimentos, no atacado e no varejo, levaram ao término da deflação na segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que passou de -0,21% para 0,33% de julho para agosto. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, há uma sinalização nítida de que os aumentos de preços das matérias-primas brutas agropecuárias, ascommodities, estão mais "relativamente espalhados" no atacado. Isso leva a um repasse destas elevações para o setor de alimentação no varejo. 

De acordo com Quadros, as matérias-primas agropecuárias saíram de um recuo de 1,51% para um avanço de 1,61% de julho para agosto. Um dos destaques foi o comportamento da soja, produto agrícola de maior peso no cálculo da inflação atacadista e que saiu de uma queda de 2,44% para uma alta de 1,74% no período. 

A mudança de trajetória nos preços das matérias-primas brutas agropecuárias levou ao aumento de preços os alimentos processados no atacado, que estavam com desvalorização (de -1,05% para 3,07%). 

Quadros lembrou que os alimentos industrializados têm participação importante na formação de preços industriais. "Foi isso que levou ao fim à deflação de produtos industriais no atacado (de -0,07% para 0,14%)", afirmou. 

No varejo, o cenário foi suficiente para que os preços dos alimentos caíssem menos (de -0,85% para -0,13%). Isso permitiu o término da deflação percebida pelo consumidor (de -0,11% para 0,08%) de julho para agosto. "Os preços dos alimentos devem parar de cair no varejo, e voltar a subir. Este comportamento vai continuar a pressionar o indicador de varejo em setembro", alertou. 

domingo, 28 de agosto de 2011

Carnes e frutas ficam mais caras e pressionam a inflação


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Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) voltou a subir na terceira prévia de agosto e chegou a 0,31%, o que representa um aumento sobre o resultado anterior, que 0,17%. Cinco dos sete grupos pesquisados tiveram aumentos, com destaque para alimentação, com alta de 0,55% ante 0,14%. Entre os itens que mais pressionaram a inflação estão as carnes bovinas (de 0,45% para 1,20%) e asfrutas (de 2,83% para 5,70%). 

Os cinco itens que mais ajudaram a elevar o IPC-S na terceira prévia do mês são: limão (de 50,10% para 84,43%), aluguel residencial (de 0,81% para 0,76%), leite do tipo longa vida (de 1,56% para 2,22%), plano e seguro saúde ( de 0,64% para 0,64%) e mamão da Amazônia (de 5,47% para 8,42%). 

A taxa do grupo habitação passou de 0,35% para 0,38%, sob a influência dos móveis, com varição de 1,02% ante 0,61%, e do aluguel residencial (de 0,81% para 0,76%). Em educação, leitura e recreação, o índice passou de uma queda de 0,04% para um aumento de 0,12%, com destaque para a passagem aérea (de -8,20% para –4,09%). 

No grupo saúde e cuidados pessoais, a taxa alcançou 0,36% ante 0,34%, com o reajuste de produtos de higiene e cuidado pessoal (de 0,05% para 0,21%). Em transportes, o IPC-S teve ligeira elevação e ficou em 0,08% ante 0,07%, sob o efeito de nova correção de preço da gasolina (de 0,11% para 0,19%). 

Já em despesas pessoais, o índice ficou menor do que na última apuração (de 0,08% para 0,04%), com a contribuição da ração para animais domésticos (de 0,41% para -1,06%). O único grupo a registrar queda foi vestuário (de -0,47% para -0,63%), com recuo, principalmente, dos preços dos calçados (de -0,62% para -0,97%).

sábado, 27 de agosto de 2011

Leilões da Conab incluem arroz, trigo e milho


Ernesto de Souza

Os leilões promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta semana começam na quarta-feira (24/8), com a venda de cerca de 158 mil toneladas detrigo em grãos, divididos em três lotes, dos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Os avisos já estão no site da Companhia. 

Na quinta-feira (25/8), serão vendidos dois lotes de milho, totalizando 42,3 mil toneladas do produto oriundo dos estados de Mato Grosso e Goiás. Em seguida, serão negociadas mil toneladas de feijão em cores, de São Paulo, e oferecidos 4,6 mil contratos de opção de arroz em casca, dos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A maior parte dos títulos, cerca de 4 mil, é do RS. E por último, na sexta-feira (26/8), entra em leilão 5,2 mil toneladas de café em grãos, dos estoques do governo no estado de Minas Gerais. 

De acordo com informações da Conab, o Contrato de Opção de Venda é uma modalidade de seguro de preços que dá ao produtor rural ou a sua cooperativa o direito, mas não a obrigação, de vender seu produto para o governo, em uma data futura, a um preço previamente fixado. Serve para proteger o produtor contra os riscos de queda nos preços.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Embrapa apresenta três novas variedades de feijão caupi


Divulgação/Embrapa

Os agricultores do Semiárido já podem contar com três novas variedades de feijão caupi. As cultivares BRS TapaihumBRS Acauã e BRS Carijó foram desenvolvidas por uma equipe coordenada pelo pesquisador Carlos Antonio Fernandes Santos, da Embrapa Semiárido

O feijão caupi é uma das culturas mais importantes para a população da região, tanto como principal fonte de proteína na alimentação, quanto na geração de renda e emprego, Nos sertões da Bahia, Pernambuco e Piauí, as opções deplantio para esta espécie estão limitadas a cultivares de grãos de cores marromcanapu e mulato, principalmente. 

Segundo a Embrapa, os novos materiais oferecem opções interessantes de plantio, pela alta produçãoprecocidade eresistência a doenças. A BRS Tapaihum, por exemplo, é a primeira cultivar de grão de revestimento preto, disponibilizada pela pesquisa para consumo humano. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina há cultivares com essa coloração, mas usadas para adubação verde

Tapaihum é uma palavra indígena da etnia Pataxó e que significa preto. De acordo com o pesquisador Carlos Antonio, misturada à carne de caprina defumada, poderá ser uma opção para consumidores cozinharem uma autênticafeijoada nordestina

A BRS Acauã, por sua vez, é a primeira cultivar tipo “canapu” desenvolvida pela pesquisa agropecuária brasileira. Os grãos desta espécie, de acordo com o órgão, são de cor clara amarelada, formato arredondado, sabor agradável e coloração persistente durante o armazenamento. Ela é recomendada para áreas irrigadas e de sequeiros dos sertões da Bahia, Pernambuco e Piauí. 

A BRS Carijó é do tipo "fradinho", tendo sido desenvolvida para as condições de cultivo do vale do São Francisco, que até então não tinha esse tipo de cultivar. 

De acordo com Carlos Antonio, os estudos para desenvolvimento dessas variedades duraram cerca de oito anos e o resultado veio para preencher algumas lacunas no cultivo do feijão, dentro da região. "A cultivar ocupa o espaço do feijão-fradinho, que não é muito tradicional na nossa região e não tinha disponibilidade de cultivares. A BRS Tapaihum ocupa o espaço que não havia de variedades de tegumento preto. A BRS Acauã é um feijão tipo canapu, que já existe na região, mas o que o produtor normalmente cultiva pode ser altamente atacado por viroses. E esse BRS Acauã apresenta tolerância a essas viroses", explica.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Produção do município é vendida para várias regiões do Nordeste. Uma feira mostra tudo o que é possível colher na região.


A barragem da Boa Esperança fica no município de Guadalupe, a 345 quilômetros de Teresina, Piauí. O lago da usina tem capacidade para armazenar cinco bilhões de metros cúbicos de água, grande quantidade é destinada à produção de energia elétrica e outra parte vai para o perímetro irrigado Platôs de Guadalupe.
Vinte quilômetros de canais abastecem de água o projeto implantado pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, o Denocs. São 1.089 hectares, onde trabalham 116 agricultores. A maioria cultiva frutas.
Valdemir Alves administra o lote da família, que tem 130 hectares. Por semana, a produção de banana chega a 70 toneladas. “A irrigação melhorou a vida em todos os sentidos. Ninguém tinha casa própria, ninguém tinha transporte, hoje os investimentos em infraestrutura passam de R$ 1,5 milhão, conseguimos também investimentos imobiliários, temos tecnologia em irrigação e manejo”.
Animados com a boa produção, os fruticultores decidiram organizar uma feira com espaço para exposição e comercialização de frutas.
A Associação dos Produtores montou 30 estandes, comerciantes e consumidores foram convidados para conhecer as frutas produzidas na região.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Safra de cana não reverteu migração para gasolina


 O presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, disse hoje que a safra da cana de açúcar foi insuficiente para reverter o fluxo de consumo que havia migrado do etanol para a gasolina durante a entressafra, quando a falta do combustível fez seu preço bater recorde histórico. Segundo ele, o consumo em julho de 2010 se dividia em 63% para a gasolina e 37% para o etanol, chegou a 88% para a gasolina em abril e voltou para 75% em julho de 2011.
"Temos um mercado aquecido que já vem demandando mais combustíveis este ano e a gasolina acaba sofrendo mais pressão por conta desta falta de etanol", comentou Lima, destacando que a safra deste ano teve uma redução na produção, o que acabou fazendo com que os preços estejam ainda 30% superiores ao do mesmo período no ano passado.
Segundo Lima, o consumo de gasolina verificado pela BR Distirbuidora no primeiro semestre foi 17% superior ao mesmo período em 2010. Em julho, este crescimento foi ainda maior por conta das férias escolares. A tendência, acredita, é de que estes níveis continuem altos por mais um período. "É preciso lembrar que qualquer medida para aumentar a produção de etanol no país passa pela necessidade de plantar mais cana e isso é uma solução que demanda pelo menos mais dois ou três anos", disse.
O presidente da BR ainda destacou que, relativamente, o preço da gasolina está mais barato do que o álcool na fonte. Ele lembrou que o litro do etanol tem saído em média a R$ 1,30 das usinas, enquanto o litro da gasolina sai por R$ 1,05 da refinaria. "Ao valor da gasolina é acrescido o da mistura de anidro, além de impostos. E a tributação no Brasil para os combustíveis é alta, se assemelha mais à da Europa, onde os tributos chegam a 100% do valor do combustível, do que dos Estados Unidos, onde estes tributos são até baixos", comentou, lembrando que o etanol tem subsídios e uma menor carga tributária.
"Se fôssemos falar apenas em equivalência energética, o etanol deveria custar 75% do preço da gasolina na fonte". Com este argumento ele rebateu críticas de consumidores que dizem que a gasolina aqui no País acaba sendo mais cara dos que nos Estados Unidos. "Na verdade o chororô da Petrobras é exatamente o contrário: o de que estamos vendendo gasolina aqui mais barato do que no mercado internacional", disse.
Reversão
Ainda segundo Lima, está havendo uma reversão da curva de consumo de GNV que estava em queda de 5% a 10% anualmente nos últimos quatro a cinco anos. "Não dá ainda para dizer que o consumo está aumentando. Mas está caindo num ritmo mais lento do que nos anos anteriores e já começamos a ver o aumento no número de conversões de veículos que havia sido suspenso ultimamente", disse.
Para ele, as incertezas geradas com relação à garantia de abastecimento num passado recente, além da necessidade de fazer investimentos no veículo para usá-lo com GNV é que contribuíram para afastar o consumidor do produto. "Com a elevação do preço do álcool, a concorrência acabou ficando mais vantajosa e o consumidor está novamente voltando sua atenção para o GNV.