segunda-feira, 25 de julho de 2011

Malásia abre mercado para carne bovina


O governo da Malásia autorizou a exportação de carne bovina brasileira para aquele país anunciou, hoje, o Ministério da Agricultura (Mapa). Dois frigoríficos estão habilitados a embarcar o produto, o Marfrig e o Minerva, ambos de São Paulo. Também está permitida a exportação de carne de peru.  Uma planta do frigorífico Mabella já está habilitada para este fim.

Conforme Otávio Cançado, diretor do departamento de negociações sanitárias e fitosanitárias do Mapa, os embarques podem começar imediatamente. A exigência de que as plantas se dediquem exclusivamente ao abate Halal reduziu a participação de frigoríficos de carne bovina nesta primeira etapa da negociação, explica o diretor.

Em setembro, uma missão do governo malásio deve vir ao Brasil para ministrar um curso para as 17 plantas de aves que não foram aprovadas em quesitos religiosos do abate. “A intenção é que nesta visita sejam feitas novas inspeções para a inclusão de mais plantas de abate de bovinos”, projeta Cançado. Isso dependerá de o setor indicar novas unidades de abate que se encaixem nas exigências daquele país. Cançado avalia que a habilitação de plantas brasileiras pela Malásia é importante, pois facilitará o acesso a outros mercados, especialmente devido à complexa legislação do ponto de vista sanitário e religioso do país.

Um destes mercados é a Indonésia, que já liberou a entrada de carne brasileira de peru e pato. No caso da carne bovina, diz o dirigente, o poder executivo do país reconhece o sistema de habilitação por regiões praticado no Brasil. No entanto, a suprema corte local considera a legislação inconstitucional.

Antenor Nogueira, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil(CNA), destacou que a Malásia tem uma demanda significativa, estimada em 300 mil toneladas/ano, e é um mercado de alto valor para a carne brasileira. “A Malásia é para a Ásia como o Porto de Rotterdam, (na Holanda) é para a Europa. Então, para o Brasil, essa abertura de mercado é de suma importância”, avalia.

Conforme o dirigente, o mercado asiático é exigente, o que certifica a qualidade das carnes brasileiras. “Isso traz destaque para os frigoríficos que atendem este mercado e agrega valor ao produto exportado, já que eles costumam adquirir cortes nobres”, salienta

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