quinta-feira, 16 de junho de 2011

Freio sobre a demanda egípcia derruba exportações estaduais

Seguindo o movimento de queda nas exportações de carne bovina, que recuaram 9% no mês de abril, o volume de vendas para o Egito – um dos principais destinos do produto mato-grossense – apresentou redução de 46% no primeiro quadrimestre do ano, em relação a 2010. Com um embarque de 260 toneladas no mês de abril, por exemplo, a queda foi de 81% em relação a igual mês do ano passado. Com isso, a importação de carne bovina pelos egípcios atingiu seu menor valor em seis anos, de acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Desde 2010, o bloco Oriente Médio passou a ser o maior mercado da carne bovina mato-grossense ultrapassando a Rússia. De janeiro a dezembro do ano passado, 33% das exportações de cortes bovinos do Estado tiveram o bloco como destino, especialmente o Egito.

A carne bovina foi a única a registrar desempenho negativo dentro do complexo carne (bovina, aves e suína) no acumulado das exportações mato-grossenses deste primeiro quadrimestre do ano. O complexo em si, puxado pela expansão dos embarques de aves (+22,8%), cresceu 6,5% em relação ao obtido em igual período do ano passado. Já as exportações de carnes bovinas acumulam em 2011, queda de 7,3% quando comparada ao contabilizado entre os meses de janeiro a abril de 2010. Além da crise política naquele país, os importadores se deparam com a valorização dos preços internacionais dos cortes. No período de comparação a alta é de 20,9%, a segunda maior do complexo, atrás apenas da carne de frango, cuja alta é de 38,2%.

“Portanto, este importante destino da nossa carne, que passa por uma reforma política, vem reduzindo gradativamente suas compras, exercendo grande influência negativa no desempenho anual das exportações. Como se não bastassem todos os problemas pelos quais este parceiro comercial vem passando, o preço médio da tonelada encaminhada para lá vem registrando um crescimento contínuo, chegando no mês de abril à cifra de US$ 3.195/tonelada”, avalia o Instituto. De abril de 2010 a abril passado, a evolução do preço foi de 32%.

Números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, apontam que as exportações mato-grossenses de carne bovina no mês de abril continuaram abaixo dos níveis alcançados no mesmo período do ano anterior, totalizando 14,8 mil toneladas em equivalente carcaça, número 2,9% menor ao mês de março e 22,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2010.

O menor desempenho observado nas exportações foi influenciado pelo aumento do valor recebido pelo produto no mercado internacional. O valor da tonelada exportada, que em março foi de US$ 3.777,40/tonelada, passou para US$ 3.853,26/tonelada em abril, obtendo aumento de 2% no mês e de 35,4% na comparação com abril do ano anterior, quando registrou o valor de US$ 2.846,76/tonelada. Essa elevação do preço da carne exportada ocorreu em razão da combinação do aumento da demanda interna com a pouca disponibilidade de boi gordo no país. 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sistema Famato/Senar-MT sorteia 4 brindes até 15/06

O Sistema Famato e Senar-MT começa hoje uma promoção para quem interagir com seus perfis através das redes socais das quais faz parte. Serão sorteados três canivetes, cuja imagem está em destaque, e ainda uma inscrição para a Bienal da Agricultura 2011, que será realizada em 11 e 12 de agosto em Goiânia, capital do estado de Goiás.

Para participar...

...basta interagir com o Sistema Famato/Senar-MT através das suas redes (Facebook, Twitter, Rural Centro ou YouTube). Todas as interações devem mencionar o dia de campo que será realizado no próximo dia 17/06 na Estância Anna Sophia, a 50 km de Cuiabá, capital mato-grossense.

Bienal da Agricultura

Em sua quarta edição, o evento será realizado nos dias 11 e 12 de agosto de 2011, no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal (UFG), em Goiânia (GO). Organizada pelas Federações de Agricultura e Pecuária dos estados de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, a Bienal traz como tema “O futuro do agronegócio no Brasil Central” e terá estrutura de feira como vitrine para empresas do setor, além de trazer uma programação de painéis e palestras sobre temas da atualidade do agronegócio brasileiro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Novo Código Florestal não trará mais desmatamento nem anistiará produtores, diz presidente da CNA

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, negou nesta segunda-feira (6/6) que o novo Código Florestal, aprovado na Câmara e que tramita no Senado, irá possibilitar o aumento do desmatamento e anistiar os produtores rurais de sanções previstas na lei. Em entrevista coletiva, na sede da CNA, em Brasília, ela anunciou as ações da entidade durante a Semana do Meio Ambiente e explicou os pontos mais polêmicos da proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que, na sua avaliação, têm sido interpretados de forma equivocada. “Há pontos que geram dúvidas por causa das informações equivocadas. Esse relatório ainda não garante o melhor dos mundos, mas traz ganhos para os produtores rurais”, disse.

Segundo a presidente da CNA, o artigo 8º da Emenda 164, aprovada na Câmara junto com o texto original do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), trata apenas da consolidação das atividades que já existem nas Áreas de Preservação Permanente (APPs), não permitindo a ocupação de novas áreas. “O texto não vai permitir a abertura de novas áreas para a produção”, ressaltou. Acrescentou que, em áreas consolidadas em margens de rios de até 10 metros de largura, será admitida a manutenção de atividades agrossilvopastoris, desde que haja recomposição de pelo menos 15 metros de APPs. Hoje, a lei prevê APPs de 30 metros no mínimo, para cursos d’água com até 10 metros de largura.

A senadora Kátia Abreu contestou, também, as afirmações de que o texto dará anistia aos produtores rurais. Esclareceu que o produtor rural terá de aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). Durante este período de adesão, as multas aplicadas até 22 de julho de 2008 ficam suspensas e serão convertidas em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente, somente após o produtor cumprir todas as exigências definidas no PRA. “A multa não desaparece, por isso não há anistia. Anistia é receber multa e depois ser perdoado sem nenhuma contrapartida. Mas se o produtor se adequou às exigências do PRA, por que manter o castigo da multa?”, indagou a senadora.

Em relação à isenção da reserva legal - parte da propriedade que deve ser mantida com cobertura vegetal original -, a senadora reiterou que a regra vale para propriedades de até quatro módulos fiscais e ressaltou que estas áreas devem ser registradas com o percentual de vegetação nativa existente até 22 de julho de 2008. No caso de fracionamento da área, será levado em conta o tamanho do imóvel antes do fracionamento, inclusive para assentamentos da reforma agrária.

Outro ponto esclarecido pela senadora diz respeito às atribuições relativas ao PRA. Segundo ela, ao contrário do que se tem dito, o texto não transfere aos Estados a responsabilidade exclusiva em relação à regularização ambiental. A presidente da CNA explicou que o PRA será uma atribuição da União, Estados e Distrito Federal. Segundo o dispositivo, previsto na Emenda Substitutiva Global 186, que é o relatório do deputado Aldo Rebelo, as condições para os PRAs serão definidas por regulamento. No entanto, a senadora Kátia Abreu defendeu que essas condições sejam criadas por lei e que os Estados legislem sobre meio ambiente, pois graças ao trabalho dos órgãos ambientais estaduais, o Brasil tem hoje 62% da vegetação nativa preservada.

De acordo com a presidente da CNA, a intenção do setor agropecuário com o novo Código Florestal é manter os atuais 27% do território utilizados para a produção de alimentos. “É isso que defendemos. Nós nos conformamos com o que temos hoje para a produção”, afirmou. Desta forma, ela acredita em um debate equilibrado no Senado, onde a proposta será analisada em três comissões: Agricultura e Reforma Agrária (CRA), Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e Meio Ambiente, Fiscalização e Defesa do Consumidor (CMA). “No Senado tem ex-presidentes da República, ex-ministro ex-governadores, que sabem das dificuldades da legislação ambiental”, enfatizou.

Decreto - A senadora Kátia Abreu defendeu o adiamento do prazo de vigência do Decreto 7.029, de 2009, que impede que os produtores que não averbarem a reserva legal acessem as linhas oficiais de crédito. Considerou a prorrogação como “necessidade intransponível” e pediu que nenhum Estado fique de fora da prorrogação. “Os nove Estados da Amazônia estão de fora do atual. Eu chamo a atenção dos 27 senadores desses Estados: que não permitam que a Amazônia seja tratada com discriminação”, completou. Aos jornalistas, a presidente da CNA explicou que Amazônia é o bioma mais preservado (86%). Na Mata Atlântica, a preservação é de 27%. “No entanto, o decreto vale para a Mata Atlântica e não vale para a Amazônia. Por quê? Nós não queremos que trate os iguais de forma desigual”, completou.

Programação – A CNA desenvolverá uma série de iniciativas em comemoração à Semana do Meio Ambiente. Hoje (6/6) e amanhã (7/6), ficará em exposição na chapelaria do Congresso Nacional a maquete do Projeto Biomas, iniciativa da CNA em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que tem o objetivo de conciliar a produção agropecuária com a preservação ambiental. Na terça (7/6) e na quarta (8/6), serão distribuídos no saguão de desembarque do Aeroporto Internacional de Brasília saquinhos de “lixo-car”, com mensagem educativa sobre a necessidade de preservação do meio ambiente. Ainda na quarta-feira, serão instaladas duas novas comissões nacionais na CNA: de Silvicultura e Especial de Solo e Água.

Além de uma Política de Governança para uma Agropecuária de Baixo Carbono (PABC) e de um Fundo de Apoio à Produção do Conhecimento Científico (FACC), serão anunciados, na quarta-feira, acordos de cooperação técnica com novos parceiros do Projeto Biomas. Na quinta-feira (9/6), será apresentado aos alunos da Escola Centro de Ensino Fundamental 01 da Estrutural, em Brasília, o projeto Agrinho. Na ocasião, a Companhia Teatral de Fantoches Riane Buson fará uma apresentação “Vamos salvar o meio ambiente”. Para encerrar a programação da semana, será lançado na sexta-feira (10/6), o hotsite do Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima (FEED), que ficará hospedado no site da CNA 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Famato sedia seminário para disseminar agricultura de baixo carbono

No próximo dia 14 de junho, o Sistema Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso) sedia o Seminário Estadual de Sensibilização e Difusão do Plano ABC (Agricultura de Emissão de Baixo Carbono), instituído no ano passado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O encontro, organizado pelo Grupo Gestor Estadual, pretende estimular práticas que aliem produção de alimentos e bionergia e redução dos gases de efeito estufa. As metas e resultados estão previstos até 2020.

Durante o Seminário serão realizadas palestras sobre o conceito do programa, as mudanças climáticas e seu impacto na agropecuária, em especial em Mato Grosso. Outros seis eixos básicos serão abordados: Recuperação de Pastagens Degradadas, Integração Lavoura Pecuária Silvicultura, Plantio Direto, Fixação Biológica de Nitrogênio e Florestas Plantadas e a linha de crédito do Programa ABC com a participação das instituições financeiras que repassarão os recursos financeiros.

As ações do ABC estão inseridas no Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 que prevê a aplicação de R$ 2 bilhões, com balanço positivo entre sequestro e emissão de carbono (CO2). Estão garantidos recursos a agricultores e cooperativas, com limite de financiamento de R$ 1 milhão por beneficiário. O crédito será financiado com taxa de juros de 5,5% ao ano e prazo para pagamento de até 12 anos.

O presidente do Sistema Famato, Rui Prado, disse que o setor produtivo brasileiro tem se empenhado em desenvolver programas que estimulem a redução de emissão de CO2. Nesta quarta-feira (8) a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) lança uma Política de Governança para uma Agropecuária de Baixo Carbono (PABC) e de um Fundo de Apoio à Produção do Conhecimento Científico (FACC). Da mesma forma o Sistema Famato/Senar promove no dia 17 um “dia de campo” voltado à pecuária que mostrará na prática como produzir mais em um mesmo hectar. “Em Mato Grosso muito destes processos são utilizados, como o plantio direto na palha, integração lavoura-pecuária-floresta, plantio de florestas, entre outros. Estamos diariamente em busca de novas tecnologias que permitam produzir em harmonia com o meio ambiente”.

O diretor executivo do Sistema Famato, Seneri Paludo, será palestrante no evento com o tema “Agricultura de Baixa Emissão de Carbono: A Visão de Mato Grosso”. Ele explica que “por conta do aumento da população mundial, a demanda por alimentos também crescerá a cada dia. Como os consumidores buscam alimentos produzidos de forma sustentável, isto exige dos agricultores a adoção de processos tecnológicos que neutralizem ou minimizem os efeitos dos gases de efeito estufa”.

Entre as boas práticas agrícolas estão ainda a recuperação de pastagens degradadas, fixação biológica de nitrogênio que permite a redução do custo de produção e melhoria da fertilidade do solo, e tratamento de resíduos animais para a produção de energia (gás) e de composto orgânico. Todas essas ações para conter o lançamento de CO2 na atmosfera geram a possibilidade de certificados “verdes” de redução de emissão de gases, emitidos por mercados compradores.
A Famato é a entidade que reúne e representa os sindicatos rurais de todo o Estado. Sua estrutura administrativa também inclui o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) e o Senar-MT. Esse conjunto de entidades forma o Sistema Famato.

domingo, 12 de junho de 2011

umento de 3,3% no PIB da agropecuária mostra ganhos de produtividade

O crescimento de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária no primeiro trimestre deste ano é resultado do bom desempenho da safra 2010/2011 de grãos e fibras, que deverá atingir 159 milhões de toneladas. De acordo com avaliação da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, os bons resultados foram possíveis em função da melhoria de produtividade no campo, que superou os 2,9%, aumentando o rendimento de 3.148 para 3.239 quilos por hectare na safra. O aumento de área plantada, de 47,4 para 49,2 milhões de hectares, foi puxado pela cultura do algodão. “Nos últimos anos, construímos a maior e melhor agricultura, o que foi possível com o investimento em tecnologia que garantiu a formação de uma poupança verde no campo”, afirmou.

De acordo com a presidente da CNA, a incorporação de tecnologias voltadas para o campo permitiu o aumento de 228% na produção de grãos entre 1976 e 2011. Nesse período, a produtividade das lavouras cresceu 151%. O crescimento da área plantada foi muito menor: 31%. “Sem o uso de tecnologia, seria preciso ocupar 108 milhões de hectares, e não os atuais 49,2 milhões de hectares, para se obter a mesma produção, o que preservou áreas que seriam desmatadas para possibilitar esta expansão”, completou.

Estimativas divulgadas nesta sexta-feira (3/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o PIB da economia brasileira subiu 1,3% em relação ao último trimestre de 2010, crescimento liderado pela agropecuária, atividade que mais cresceu no acumulado dos três primeiros meses de 2011. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB da agropecuária teve aumento de 3,1% em igual período de 2011. “Esse patrimônio é do Brasil”, afirmou a presidente da CNA, ao lembrar que “as áreas de produção abertas nos últimos anos pelos produtores rurais foram transformadas em arroz, feijão, milho, soja, carne PIB, empregos e exportação”.

Segundo avaliação da Superintendência Técnica da CNA, a taxa de crescimento do PIB, apurada pelo IBGE, registra somente o aumento da produção e a metodologia considera apenas a produção e os preços constantes, ou seja, os mesmos de 2010. Assim, a expectativa é que os próximos números do IBGE indiquem crescimento ainda maior da atividade agropecuária, pois a estimativa trará o resultado final da safra de grãos e o início do período de recuperação de preços, além do aumento da produção e dos preços da pecuária. A estimativa é que o PIB da agropecuária feche o ano de 2011 com crescimento de cerca de 9%. 

sábado, 11 de junho de 2011

Embrapa realiza simpósio e reunião nacional

Além de se integrarem e aprofundar conhecimentos sobre o girassol, a intenção dos organizadores dos eventos também é incentivar os diversos segmentos.

A Embrapa colocou a disposição um site com o objetivo de recolher as inscrições, divulgar detalhes e programação de dois principais eventos nacionais a respeito da cadeia produtiva do girassol. Os interessados poderão entrar no site http://www.rnpgirassol2011.com.br.

Aracaju foi escolhida como sede da 19ª Reunião Nacional de Pesquisa de Girassol e o 7º Simpósio Nacional sobre a Cultura de Girassol que acontecem de 25 a 27 de outubro de 2011, no Centro de Convenções do Hotel Mercure Aracaju Del Mar.

O girassol já é tema de importantes discussões devido a sua crescente importância no cenário agrícola nacional tanto para alimentação humana (óleo) quanto para a animal (ração). A leguminosa desponta também como alternativa promissora para a produção do biodiesel em diversas regiões do país, inclusive no Nordeste onde pesquisadores desenvolveram a adaptação de cultivares com níveis de produtividade comparáveis às demais regiões do país.

A Embrapa Tabuleiros Costeiros, sediada em Aracaju (SE), e a Embrapa Soja, de Londrina (PR), promovem os eventos que pretendem envolver desde a agricultura familiar até o agronegócio. A reunião e o simpósio têm cunho técnico-científico e social, pois o girassol vem integrando os mais diferentes setores, públicos e privados, pequenos, médios e grandes produtores, ganhando cada vez mais importância no cenário agrícola.

Além de se integrarem e aprofundar conhecimentos sobre o girassol, a intenção dos organizadores dos eventos também é incentivar os diversos segmentos a investirem nessa leguminosa que ocupa cada vez mais espaço, sobretudo agora com a perspectiva do biodiesel.

Conferencistas brasileiros e estrangeiros abordarão temas relevantes como oportunidades do girassol no sistema agrícola, sua inserção na América do Sul e avanços no sistema de produção. Além disso, serão atualizados os dados da situação da produção brasileira do girassol, por meio de relatos de pessoas que estão vivenciando o dia-a-dia da cultura nas diferentes regiões do país. Além das palestras, profissionais e estudantes apresentarão seus trabalhos científicos sobre a cultura.

“A produção de biodiesel é promissora em boa parte do território brasileiro. É o que se observa nos cerrados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais, além da região Sul do País. No ano passado, começamos a obter ótimos resultados também no Nordeste”, afirma o coordenador dos eventos, Ivênio Rubens de Oliveira, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros.

Sergipe
A grande novidade foi constatar no ano passado o colorido verde e amarelo dos campos de girassóis no Alto Sertão sergipano, com boas produtividades e as cooperativas se fortalecendo com a perspectiva de aumento da demanda.

O bom resultado que a cultura do girassol tem alcançado no Nordeste, principalmente em Sergipe, foi decisivo para a escolha de Aracaju na Reunião e Simpósio sobre o tema.

Em consequência das pesquisas ligadas ao melhoramento genético, existem hoje cultivares com boa adaptação em regiões quentes, o que permite a expansão da cultura para as mais diferentes regiões do Nordeste. “O rendimento pode ultrapassar a 2.500 quilos por hectare com a tecnologia atualmente disponível”, acrescenta o pesquisador Ivênio.

\"Quem vier a Sergipe terá a oportunidade de obter informações sobre o sistema de cultivo baseado na agricultura familiar, o que não é muito comum nas regiões onde atualmente se cultiva o girassol\", complementa.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Agecopa lança programa para neutralizar emissão de carbono




A Copa do Mundo de 2014 no Brasil promete ao público mais que um espetáculo no futebol. Cuiabá (MT) será a primeira cidade-sede a realizar o Mundial com a neutralização de todo o carbono emitido na construção do novo estádio, a Arena Pantanal. A busca mato-grossense por certificações ecológicas com reconhecimento internacional dará ao país a chance de abrir vanguarda na agenda de sustentabilidade ambiental aliada à inclusão social.

O modelo de pagamento por serviços Ecossistêmicos levará a quase três mil famílias ribeirinhas a oportunidade de se adequar às leis de proteção ao meio-ambiente, e através da preservação da mata ciliar obter uma nova fonte de renda. As comunidades de nove municípios plantarão 1,4 milhão de árvores em pontos onde há degradação, ao longo das margens dos rios Cuiabá, Paraguai e São Lourenço, formadores do Pantanal.

O crédito de carbono gerado pelas novas árvores será vendido pelos moradores e comprado pela Agência de Execução dos Projetos da Copa (Agecopa) para a compensação do gás carbônico emitido nas obras da Arena. A iniciativa sócio-ambiental surge de uma parceria entre a Agecopa e o Instituto Ação Verde para frear o assoreamento fluvial e neutralizar a emissão de poluentes.

\"Nos próximos três anos serão destinados R$ 3,5 milhões para o projeto, dos quais R$ 710 mil serão pagos diretamente para os moradores das localidades pela venda do crédito de carbono\", explica o presidente da Agecopa, Eder Moraes. Para cada tonelada de carbono emitido, são necessárias sete novas árvores para a compensação.

O superintendente do Instituto Ação Verde, Paulo Borges, pontua a que a construção da Arena emitirá 711 mil toneladas de carbono equivalente. “Hoje já é possível calcular qual é a emissão de uma obra ou até mesmo de um indivíduo. Em média, as árvores plantadas seqüestram individualmente 138 quilos de carbono durante o período de 30 anos. Plantaremos mil hectares, sendo que cada hectare seqüestra cerca de 12 toneladas de carbono ao ano”, explica.

Borges destaca que o modelo resolve quatro problemas simultaneamente com a recuperação do leito dos rios, a regularização ambiental dos sítios à beira do rio, o fortalecimento da consciência ecológica e a criação de uma nova fonte de renda. Após a seleção dos grupos que integrarão o projeto, cada proprietário receberá as mudas e toda a assistência técnica gratuitamente por meio do Instituto.

Os beneficiários se tornam responsáveis pelo acompanhamento das árvores por meio da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado (MPE). “Se a propriedade for vendida, toda e qualquer pessoa que adquiri-la fica também com o ônus de cuidar da vegetação”, diz o superintendente.

Além do auxílio no plantio, os ribeirinhos recebem também aulas de educação ambiental. O pagamento pela venda do carbono será repassado em parcelas anuais para as comunidades ou individualmente aos criadores. O grupo pode também apresentar um projeto de utilidade pública ao MPE para liberação do montante total.

Eles podem se unir, por exemplo, e pedir a construção de um posto de Saúde para a localidade , pontua Borges. A comercialização do crédito de carbono é realizada por meio da Plataforma de Negociações de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos do Instituto, onde os grupos são cadastrados e os estoques de carbono registrados.

A primeira cidade a receber o plantio de 500 árvores pelo projeto Copa Verde será Santo Antônio do Leverger (a 35 quilômetros da Capital), na próxima segunda-feira (06.06), durante o ato simbólico de assinatura do contrato entre a Agecopa e o Instituto Ação Verde na comunidade Barranco Alto.

Sitiantes de Cuiabá, Várzea Grande, Barão de Melgaço, Nobres, Rosário, Acorizal, Jangada e Poconé integrarão o projeto. \"Cerca de 90% das casas dos ribeirinhos estão em Área de Preservação Permanente (APP). Ali eles vivem há décadas . A intenção do projeto é adequar essas comunidades à lei ambiental sem destruir as raízes culturais\" , disse o presidente da Agecopa.

O projeto também está estruturando os ribeirinhos para receberem no futuro próximo, pagamentos por serviços ecossistêmicos de Água e Biodiversidade, por se tratar de árvores nativas estarem em APP. A Plataforma também está estudando metodologias para que todos os 40 (quarenta) serviços ecossistêmicos catalogados pela sua equipe possam ser passíveis de remuneração no futuro.

É o mais amplo trabalho com serviços ecossistêmicos realizados no país e um dos mais promissores de todo o mundo. Essa iniciativa foi a base para a elaboração do Projeto de Lei do Senado – PLS 309/2010, que trata de uma Política Nacional de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Produtores de Mato Grosso antecipam venda da safra de soja

Os produtores de Mato Grosso já negociaram 18% da safra 2011/2012, cujo início do plantio é previsto após o fim do período sanitário, ou seja, a partir de 15 de setembro. A antecipação das vendas, considerando que na temporada anterior a comercialização da oleaginosa começou em julho, ocorreu em função da valorização no preço do grão no mercado internacional. Esse cenário positivo deve impactar na área plantada no Estado.


De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, a previsão é que na próxima safra sejam crescidos entre 500 mil e 1,5 milhão de hectares. Levando em conta a área atual, de 6,4 milhões de hectares, a safra de soja alcançaria um tamanho histórico de quase 8 milhões de hectares.


Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o preço da oleaginosa apresentou variação média de 5% em maio, como ocorreu em Nova Mutum onde a cotação da soja subiu de R$ 36,50 para R$ 38,50 a arroba. Além da soja, a valorização do preço do milho também resultou na comercialização futura antecipada do produto.


A negociação da lavoura de milho, da safra 2010/2011, chegou a 55% de uma produção total de 7,5 milhões de toneladas. Segundo o Imea, esse percentual está 40% superior se comparado o mesmo período nas duas safras passadas. “O produtor aproveitou os melhores preços para vender a plantação”, diz o superintendente do Imea, Otávio Celidônio. Para ele, a comercialização dos dois produtos será intensificada até julho. “Nos próximos dois meses ocorrem as melhores negociações”