quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Demanda maior por milho em 2011


China prevê (aumento da procura por milho )



A demanda por milho por parte da indústria de processamento da China deve aumentar no próximo ano devido ao maior número de criações de suínos e da pressão intensa por mais ração animal, afirmou na semana passada o vice-ministro da Agricultura do país, Wei Chaoan.

As declarações de Wei destacam a demanda da China por importações de milho, que não recuaram apesar de uma safra robusta neste inverno, em um ano em que o país interrompeu 15 anos de autossuficiência para importar mais de 1,5 milhão de toneladas de milho norte-americano.

A demanda por ração animal deve subir cerca de 4,5 milhões de toneladas no ano que vem, o que provavelmente vai incitar a expansão da indústria de processamento de milho, afirmou o ministro. "A elevação de criações de porcos em larga escala (...) e das compras de carne (...) aumentaram a demanda por ração, provocando a necessidade de ainda mais milho e farelo de soja", disse Wei, em um discurso publicado no site do ministério.

A estimativa é de que a indústria de processamento de milho tenha produzido neste ano 60 milhões de toneladas, mas a demanda em 2011 deve superar as 70 milhões de toneladas, disse Wei. "A indústria de processamento de milho vai responder por mais de um terço da demanda de milho, superando a meta da China de 26%", completou.

As indústrias de ração e processamento de milho respondem por mais de 90% da demanda de milho, segundo Wei. A China teve uma safra recorde de grãos neste ano, incluindo um aumento de 5% na produção de milho, disse o Ministério da Agricultura neste mês. Porém, a demanda das indústrias de ração e processamento destacada por Wei devem prejudicar as ambições do país de ter autossuficiência e manter as importações de milho no ano que vem.

Os Estados Unidos tornaram-se o maior fornecedor de milho à China neste ano, depois que o país asiático virou um importador em junho.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pernambuco sofre com o clima

O clima foi o principal vilão no resultado da produção de cana no Pernambuco



De acordo com dados da Secretária de Agricultura pernambucana, a seca dizimou quase 100% da agricultura familiar. Para atenuar a situação foram liberados emergencialmente R$ 54 milhões destinados a 96 mil contratos firmados pelo Programa Garantia Safra. Com o programa os produtores que tiveram perdas de mais de 50% das lavouras, foram ressarcidos com subvenções de R$ 600 por agricultor.

Enquanto a zona da mata sul sofreu com as chuvas no final do primeiro semestre de 2010, deixando a região em estado de calamidade pública, a mata norte foi vitima da seca. O desajuste resultou na queda da produção de cana-de-açúcar na safra 2010/2011. A previsão era de esmagar 18 milhões de toneladas, quando a expectativa caiu para 16 milhões, contra 17,94 milhões da colheita 2009/2010. A aposta para ajustar a situação em 2011 é trazer câmaras setoriais para discutir o agronegócio de Pernambuco em nível nacional. Os dados revelam ainda que o setor que apresentou melhor desempenho em 2010 foi o da avicultura, que registrou um total de 50 milhões de aves abatidas contra 38 milhões em 2009, crescimento de 20%.

Em seguida vem a produção leiteira, com incremento de 25%, saltando de 1,6 milhão de litros produzidos por dia em 2009 para dois milhões de litros no ano passado. Para atingir volume, o agreste e o sertão pernambucanos contam com 550 mil vacas leiteiras.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

No RS, Produtores de feijão encerram plantio



Mesmo com as precipitações se mantendo aquém da média no Estado, elas vêm ocorrendo espaçadamente, dando condições de bom desenvolvimento à cultura do feijão nas suas zonas de produção, com menor intensidade na região Sul. Segundo o Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, nessa última região, que tradicionalmente semeia a leguminosa mais no tarde, o seu desenvolvimento é mais lento e algumas áreas destinadas à primeira safra deverão ser implantadas no próximo mês, quando inicia o plantio da safrinha. As produtividades das primeiras áreas vêm se apresentando entre 19 e 26 sacas por hectare, estando dentro das estimativas iniciais.

O arroz se desenvolve sem problemas em todas as regiões produtoras, com as barragens ainda apresentando bom volume armazenado e permitindo a irrigação da área cultivada. Mas, devido à falta de umidade durante o período de semeadura, a irrigação foi antecipada, o que acarretou aumento no consumo de água. Pelo mesmo motivo, algumas lavouras apresentam falhas de germinação, o que poderá acarretar consequências na produtividade final. Tentando evitar essas consequências, os produtores aproveitam as boas condições do tempo para intensificar a aplicação de nitrogênio em cobertura.

O milho foi bastante beneficiado com as recentes chuvas registradas nas principais áreas de produção. Isso porque 36% das lavouras estão entre os estágios de floração e enchimento de grãos, fases sensíveis à falta de umidade. Nas áreas recém-implantadas, o retorno da umidade proporcionou uma germinação mais rápida e homogênea. Nas lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo, o período foi de combate a invasoras e aplicação de nitrogênio em cobertura. O percentual de área semeada chega a 82% nesta semana.

Assim como o milho, a soja também foi beneficiada pelas condições climáticas durante a última semana. O plantio da cultura alcançou o percentual de 86%, ficando à frente sete pontos em relação à semana passada. De maneira geral, apesar da irregularidade das chuvas, a maioria das lavouras se desenvolve de maneira satisfatória. Apenas naquelas localizadas em áreas mais a Sudoeste do Estado, são identificadas falhas de germinação e desenvolvimento irregular das plantas.

Na principal região vitivinífera do país, a Serra Gaúcha, a safra encontra-se com cerca de 15 dias de atraso. Neste momento, prossegue a colheita da variedade Vênus, com melhora na coloração e no teor de açúcar. A variedade Niágara, normalmente em princípio de colheita nesta época, deverá chegar ao mercado próximo ao Natal. De forma geral, a cultura se mantém isenta de fitomoléstias e pragas e com sarmentos mais curtos do que normal. Intensifica-se o uso de tratamentos foliares com o “verderrame” – calda bordaleza.

Na Campanha, o estado sanitário e corporal do rebanho de ovinos está sendo considerado bom, uma vez que o clima atual é considerado ideal para o desenvolvimento dos cordeiros. Nessa região, o preço do cordeiro continua alto, o que está provocando otimismo entre os produtores A expectativa é que a comercialização da carne ovina se intensifique no próximo mês, pois no momento há poucos negócios sendo realizados. A cotação do cordeiro também está em alta na zona Sul. No entanto, a oferta ainda é pequena. Os animais em geral estão apresentando um ótimo acabamento de carcaça. A tosquia de lã está próxima de ser concluída, com municípios já próximos dos 90% do rebanho. O preço médio do cordeiro segue valorizado. No último levantamento, o produto apresentou elevação nas principais praças de comercialização, passando de R$ 4,31 para R$ 4,39 o kg vivo, alta de 1,38%.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Conab afirma que Algodão será destaque da safra 2010/2011

O produto deve ter aumento de 45,3% na área plantada, passando de 835,7 mil hectares para 1,2 milhão de hectares. O volume da pluma produzido, de acordo com o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (6), que foi de 1,19 milhão de toneladas na safra passada, ultrapassará 1,83 milhão de toneladas, superando os 55% de crescimento.

Segundo o gerente de fibras da Conab, Djalma de Aquino, o crescimento expressivo do setor é influenciado pelos baixos estoques internacionais de algodão, que fizeram com que os preços tivessem forte alta nos últimos 12 meses. A cotação do produto no mercado interno, que em dezembro de 2009 era de R$ 44 para 15 quilos (arroba), no mês passado superou R$ 94, mais que dobrando seu valor.

O crescimento proporcional do volume maior do que o de área se deve, segundo Aguino, a uma recuperação da produtividade, que teve queda na safra passada. “Na safra passada, houve problema de estiagem em grandes estados produtores do Centro-Oeste, principalmente em Mato Grosso." Com a expectativa de clima melhor em 2011, a expectativa é que o setor possa até superar essas previsões positivas.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Chuvas irregulares compromete Lavouras de arroz

A estação mais quente do ano chega ao Estado do Rio Grande do Sul e os produtores devem estar atentos às condições climáticas 





As lavouras de arroz poderão sofrer com alguma frente fria, que poderá trazer chuvas fortes e irregulares. Segundo a consultora da Somar Meteorologia, Cátia Valente, a previsão para o Rio Grande do Sul é de um verão com precipitações próximas da média na maior parte das localidades. “Não teremos um verão chuvoso, apenas uma ou outra frente fria entre os meses de janeiro e fevereiro”, salientou.

O verão será influenciado pelo fenômeno La Niña, ao contrário do que ocorreu em igual período do ano anterior, o El Niño. “Aqui no Sul tivemos um verão muito chuvoso e com ondas de calor intenso”, lembrou. Conforme a meteorologista, verões de La Niña são mais chuvosos no centro e norte do Brasil. Já a região Sul sofre com estiagens. Neste ano, no entanto, alguns fatores, como a temperatura mais elevada da água do Atlântico junto à costa da Argentina, Uruguai e Região Sul do Brasil, poderão favorecer a ocorrência de chuvas fortes e esporádicas, como as observadas há 10 dias.

Os riscos aumentam com as chuvas mal distribuídas, dependendo do estádio da cultura do arroz irrigado. As temperaturas devem se manter dentro do padrão, e podem ocorrer alternâncias entre dias de calor mais intenso com dias de temperaturas bastante amenas, favorecidas pela entrada das massas de ar frio. Para o mês de março, Cátia afirmou que, a tendência, por enquanto, é de que o risco de estiagem aumente em toda a Região Sul.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A banana em risco !!!


Nutrição reforçada, mudas sadias e plantio longe de áreas de culturas hospedeiras são os cuidados contra o mosaico e as estrias da bananeira 


Existem dois principais vírus que atacam a cultura da bananeira: o mosaico, conhecido como CMV, e o vírus das estrias, também chamado de BSV. Ambos causam danos sérios à planta da banana, reduzem a produtividade e o tamanho da fruta. Em casos mais graves, onde a infecção já é muito grande, o quadro pode evoluir para uma necrose e a planta morrer. As formas de controle são delicadas e não existem produtos químicos que consigam controlar os vírus. Por isso, os cuidados de manejo são essenciais. As principais medidas preventivas são o plantio de muda sadias, nutrição bem equilibrada e boa irrigação, além de evitar instalar o bananal em áreas próximas a outros cultivos hospedeiros dos vírus, principalmente hortaliças, cacau, milho, citros e feijão.

O estado de nutrição da planta e a temperatura ambiente são fatores que influenciam na planta e na resposta da planta ao vírus. Se você tiver um planta infectada com vírus das estrias e você der uma boa nutrição e irrigação você pode deixar os sintomas bem mais fracos. Para ela não ser infectada é preciso que o produtor tome muito cuidado com o que está em volta da plantação. Não existe produto químico que controle vírus, o máximo que se pode tentar fazer é controlar o inseto vetor com inseticidas. No caso do vírus mosaico, o químico não funciona porque o inseto vetor vem de fora do plantio e a transmissão é muito rápida. No caso do vírus das estrias, o químico tem algum efeito na cochonilha porque a transmissão do vírus é mais lenta — esclarece Paulo Ernesto Meisser Filho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical e professor em metodologia agrícola da Universidade Federal do Recôncavo Baiano.

O plantio de mudas sadias é fundamental, mas não é suficiente. Não adianta o produtor comprar a muda sadia e instalar a planta em uma área com plantas daninhas e não realizar o manejo adequado. Uma recomendação do pesquisador é deixar o material muito novo protegido com tela para evitar que os insetos cheguem até a nova muda. Os produtores só devem plantar o material no campo quando ela estiver mais endurecida e com cerca de 0,5 m de altura. Com essa altura a planta já está um pouco mais resistente ao ataque dos vírus.

No campo, pode acontecer dos dois vírus estarem juntos. Você pode ter os dois na mesma planta assim como pode ter outras doenças e pragas na mesma planta. A presença de um patógeno não exclui os outros. No caso do BSV, que é o vírus das estrias, as folhas apresentam estrias amareladas que com o passar do tempo ficam necrosadas e pretas. Já o mosaico, o mais normal é você ter variação de cor nas folhas. O vírus se chama mosaico pela mistura de cores na folha. Se a região tiver temperaturas mais baixas pode ocorrer também a necrose das folhas velhas. No caso do mosaico, a recomendação para as plantas infectadas é a erradicação, mas para o vírus das estrias o produtor pode dar uma boa nutrição e irrigação que ela consegue se manter, dependendo do nível de doença — ressalta Meissner.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Em MS ,Safra de soja deverá atingir 5 milhões de toneladas

O volume estimado pelo IBGE é de 5 milhões de toneladas no mato grosso do sul


A área a ser colhida é estimada para este ano em 
1.752.00 hectares, variação positiva de 1,1% em relação ao ano passado. O Estado deverá ter participação de 7,4% na safra de 2011 de acordo com o Instituto.

Os dados foram obtidos no terceiro prognóstico, feito em dezembro, no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, que foi divulgado nesta quinta-feira (6).

Com relação à cultura do milho, a previsão para 2011 é de 273.050 toneladas, queda de 28,1% em relação ao ano passado. A área a ser colhida é estimada em 43 mil hectares, 25,3% a menos que em 2010.

Cenário brasileiro - A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para o ano é estimada pelo IBGE em 145,8 milhões de toneladas, redução de 2,5% em relação ao ano passado, o que é atribuído, principalmente, pela previsão reduzida da região sul (-8,8%).

A previsão para2011 é de crescimento na área a ser colhida que deve ficar em torno de 47,4 milhões de hectares, aumento de 1,8%, por causa do incremento em praticamente todos os estados.

Com exceção do amendoim em casca 1ª safra e do milho 1ª safra, que tiveram decréscimos de 0,3% e 0,4%, respectivamente, os demais produtos apresentam variações positivas nas áreas a serem colhidas: algodão herbáceo em caroço (29,0%), arroz em casca (1,9%), feijão em grão 1ª safra (12,2%) e soja em grão (1,0%).

A pesquisa do IBGE é feita nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e em mais quatro estados (Rondônia, Maranhão, Piauí e Bahia) e, no mês passado, também apontava uma redução de 2,5% em relação à safra de 2010, indicando 145,1 milhões de toneladas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Café com preço bom em 2011

 Ministério da Agricultura acredita que a tendência durará dois anos e afirma que o Brasil é hoje o país com melhor desempenho no mundo 




A safra cafeeira de 2011 deverá ser de preços favoráveis ao produtor, segundo a perspectiva apresentada, nesta quinta-feira, 6 de janeiro, pelo secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. Durante o anúncio do primeiro levantamento da safra para 2011, ele se mostrou otimista com o desempenho do setor e afirmou que há grande probabilidade de os preços permanecerem positivos pelo menos mais dois anos. “Estou confiante que o ano de 2011 seja de qualidade acima da média, o que vai permitir esse avanço nos blends (misturas) internacionais e vai mostrar que o café natural produzido no Brasil é o mais apreciado do mundo”, afirmou.

Apesar de 2011 ser de ciclo baixo para cafeeicultura nacional – a chamada bienalidade negativa – a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), responsável pelo estudo, estima produção de até 44 milhões de sacas. A previsão é superior à de 2009 (último ano de baixa produção) em cinco milhões de sacas.

“O cafeeiro não consegue produzir igualmente em dois anos seguidos. Este ano, há uma preponderância de lavouras em ciclo baixo, mas, mesmo considerada a bienalidade, estaremos no oitavo ano seguido de aumento de produtividade média e produção”, destacou o secretário. De acordo com a pesquisa da Conab, o clima foi favorável à uniformidade das floradas em 2010, o que melhora a qualidade desta safra cafeeira.

Destaque internacional

Bertone afirmou que o Brasil é hoje, o maior produtor e exportador de café do mundo, o segundo maior mercado interno e o país que mais cresce em participação nos blends internacionais. “A cafeicultura brasileira está apresentando a melhor performance entre todas as cafeiculturas do mundo e tem tudo para se consolidar e assumir um papel que teve há 30, 40 anos”, opinou.

Saiba Mais: A bienalidade se caracteriza pela maior ou menor produção de café, em anos alternados. Isto se dá porque a plantação de café precisa de cerca de um ano para voltar a produzir maior quantidade de frutos.